Abril 04, 2005

Contactos em Bissau

Caros amigos

A partir de amanhã, e na impossibilidade de contactar com todos, estarei em Bissau. Deixo aqui os meus contactos e um profundo agradecimento:

António José Aly Rodrigues da Silva

Endereços de e-mail
Telefone: (00245) 721 11 49

A partir de amanhã, 5 de Abril...

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...Começará um árduo caminho, que espero ser vitorioso e para o bem do Povo da Guiné-Bissau. Será um palmilhar com responsabilidade e sendito de Estado. Sem pressas mas com cuidado. Assim, tanto este blogue como este poderão não ser actualizados tantas vezes como até aqui acontecia. Prometemos, sempre que se justificar e o assunto ser pertinente, ir dando conta do andamento dos trabalhos. Viva a República da Guiné-Bissau. Um abraço a todos.
António José Aly Rodrigues da Silva

Abril 02, 2005

Adeus

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«O Santo Padre morreu às 21.37h (-1h em Lisboa), no seu apartamento privado». Joaquin Navarro Valls, Porta-Voz do Vaticano
Pode, se o desejar, fazer os download da 1ª página do jornal L'OSSERVATORE ROMANO e da mensagem URBI ET ORBI da Páscoa, em língua portuguesa. Recordando - como cidadão guineense - que a visita Pastoral a Cabo Verde, Guiné-Bissau, Mali, Burquina Faso e Chade, aconteceu de 25 de Janeiro a 1 de Fevereiro de 1990, tendo sido a 45ª Viagem Apostólica do Santo Padre.

Abril 01, 2005

Contributo

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Serviço militar cumprido no Batalhão de Infantaria Mecanizada de Gabú (Leste da Guiné-Bissau), em 1987, sob comando do Major Tchambú Mané.

Mãe, Pai, irmãos e tia

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Esta fotografia foi tirada nos anos '70, em Bissau. Da Esqª. para a Dtª., a minha irmã Rosy, a minha Mãe, Muna (com o meu irmão Nini ao colo), o meu Pai, Beto (com o meu irmão Betinho ao colo), a minha tia Lídia (irmã do meu Pai) e o vosso já conhecido Aly.

Compromissos para cumprir

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Mentalidade
Primeiro, mudar a mentalidade no sentido de termos uma maior produtividade, maior poupança, maior investimento e uma melhor procura de soluções para os nossos problemas, contando muito com as nossas capacidades internas. O guineense tem de saber com quem pode e deve contar, para poder exigir mais firmemente os seus direitos, com resultados satisfatórios.

Institucionais
As instituições devem ser fortes e poderosas, a começar pelo próprio Estado. As associações de classe e a sociedade civil, também. As instituições do mercado devem funcionar, o sistema financeiro deve ser eficiente e transparente, e o sistema judicial deve ser forte, não se deixando intimidar pelas pressões políticas e/ou partidárias.

Política Económica
(No sentido de incentivar a produção e o esforço empresarial)

1 - Criar condições necessárias para um crescimento rápido e sustentável, em perfeita articulação com o restabelecimento dos grandes equilíbrios macroeconómicos. A criação de um ambiente favorável ao desenvolvimento do sector privado, o reforço do sector agrícola e a modernização da administração pública, podem ser alguns dos exemplos a seguir;

2 - A melhoria do acesso dos cidadãos aos equipamentos, nomeadamente através da reabilitação e da construção de infra-estruturas escolares, sanitárias, de saneamento e de aprovisionamento em água potável;

3 – A criação de organismos próprios para apoio à terceira idade e a implementação de programas centrados na redução da pobreza dos grupos particularmente vulneráveis, tais como os antigos combatentes, os jovens, as crianças e os desempregados;

4 - A melhoria da governação e, em particular, o reforço da participação da população no processo de desenvolvimento, através da descentralização e do reforço dos poderes locais, assim como uma participação acrescida e descomprometida da sociedade civil e das suas organizações.
Pré-candidatura de António José Aly Rodrigues da Silva

ONU «preocupada» com avanço de Kumba

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A candidatura do ex-chefe de Estado da Guiné-Bissau Kumba Ialá às presidenciais de Junho está a preocupar o Conselho de Segurança da ONU, que afirma que esta pode aumentar as tensões étnicas e religiosas no país. Em comunicado divulgado quinta-feira à noite em Nova Iorque, o Conselho de Segurança das Nações Unidas condena "vigorosamente todas as tentativas que visam suscitar a violência e criar obstáculos aos esforços desenvolvidos ao serviço da paz, da estabilidade e do desenvolvimento económico e social" da Guiné-Bissau.
O Conselho expressa "preocupação pelos recentes desenvolvimentos políticos na Guiné-Bissau, em particular, com a decisão do Partido da Renovação Social (PRS) de escolher o ex- presidente Kumba Ialá como seu candidato" às próximas eleições presidenciais. "Qualquer decisão como esta põe em jogo o êxito do processo de transição e as próximas eleições presidenciais", refere o comunicado do brasileiro Ronaldo Mota Sardenberg que presidiu ao Conselho de Segurança no mês de Março.
Nesse sentido, a ONU insta as forças políticas do país a "mostrarem um compromisso inequívoco num processo eleitoral pacífico que leve a eleições livres, transparentes e justas, abstraindo-se de inspirarem e promoverem qualquer tipo de hostilidades étnicas ou religiosas, particularmente com vista a obtenção de ganhos políticos". O Conselho de Segurança expressa ainda a sua "profunda preocupação com o facto dos esforços de paz não terem gerado, até ao momento, benefícios sociais e económicos suficientes para desencorajarem a população ao uso da força".
No comunicado, a ONU alerta também para a "necessidade urgente de ajuda internacional ao processo eleitoral" como parte da estratégia de pacificação do país. O Conselho de Segurança apela aos parceiros internacionais, incluindo às agências das Nações Unidas, para que "cooperem integralmente com o governo da Guiné-Bissau" na aplicação dos acordos de transição e nos esforços para "promover a transparência e a boa governação". O Conselho congratula-se ainda com as medidas tomadas com vista à reforma das Forças Armadas e promoção da "reconciliação entre os militares".

Março 31, 2005

Carlos Gomes promete 'mexidas' no governo "para breve"

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FOTO:©AAS/2005
O primeiro-ministro guineense declarou hoje que remodelará, "em breve", o seu governo, mas recusou precisar quais os ministérios implicados e as razões por que adiou essa medida, anunciada pela primeira vez a 17 de Dezembro de 2004. "Vai em breve haver uma remodelação governamental. Estamos a estudá-la com toda a calma e sem pressão de ninguém", afirmou Carlos Gomes Júnior aos jornalistas, sem avançar uma data precisa. O chefe do executivo de Bissau garantiu, contudo, que a remodelação ocorrerá "antes das eleições" presidenciais de 19 de Junho próximo.
"Uma mudança no governo não se faz em cima do joelho e estamos por isso, com calma, a dialogar também com a comunidade internacional", acrescentou. A 17 de Dezembro de 2004, Carlos Gomes Júnior anunciara que, até ao final desse ano, iria remodelar o governo, mas negando que as mudanças fossem consequência dos "erros" de alguns ministros na sequência da insubordinação militar registada dois meses antes, a 6 de Outubro. Na ocasião, o primeiro-ministro guineense alegou que o executivo, após sete meses de governação, tinha a "obrigatoriedade de parar para repensar", de modo a ganhar uma "nova dinâmica" para satisfazer os interesses do país.
No entanto, a remodelação acabou por nunca ser concretizada e Carlos Gomes Júnior, mesmo depois de questionado frequentemente sobre o assunto pelos jornalistas, nunca explicou as razões do adiamento das mexidas no executivo. O governo de Carlos Gomes Júnior foi empossado a 12 de Maio de 2004, na sequência da vitória do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC, de que o primeiro-ministro é líder) nas legislativas de Março do mesmo ano, e conta com 16 ministros e sete secretários de Estado.
FONTE: Agência Lusa/JSD
'Lula' da Silva visita Guiné-Bissau em Abril
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Guiné-Bissau é um dos cinco países africanos que o presidente brasileiro visitará em Abril, na sua terceira viagem à África desde que assumiu o poder, em Janeiro de 2003, foi hoje anunciado oficialmente. Luiz Inácio Lula da Silva estará em África entre os dias 10 e 14 e o périplo inclui, além de Guiné-Bissau, Camarões, Nigéria, Gana e Senegal. A visita à Guiné-Bissau, país de língua oficial portuguesa, está marcada para o dia 13 de Abril.
A última viagem do presidente brasileiro ao continente africano foi em Julho do ano passado, quando participou na V Conferência de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em São Tomé e Príncipe, e visitou ainda o Gabão e Cabo Verde. A sua primeira visita oficial a África incluiu São Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique, África do Sul e Namíbia, em Novembro de 2003, quando foram assinados 31 acordos de cooperação entre o Brasil e esses países.
Lula da Silva elegeu África como uma das prioridades da política externa de seu governo e considera que o Brasil tem uma dívida histórica com o continente. No périplo de Abril, o governo brasileiro deverá reafirmar junto dos países africanos a sua aspiração a um lugar permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Na África, quatro países lutam por um assento permanente: África do Sul, Egipto, Quénia e Nigéria.
FONTE: Agência Lusa

«Caso 'Nino' Vieira» - Guiné-Bissau 'alerta' Portugal

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FOTO:©AAS/2005
O governo guineense alertou hoje Portugal para que desincentive o regresso ao país do antigo presidente da Guiné-Bissau João Bernardo "Nino" Vieira, alegando que constituirá um foco de instabilidade, disse o primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior. Segundo Carlos Gomes Júnior, o pedido foi feito ao embaixador de Portugal em Bissau, José Manuel Pais Moreira, durante um encontro realizado de manhã no gabinete do primeiro-ministro guineense. "Alertámos o embaixador de Portugal (em Bissau) para o facto de o senhor «Nino» Vieira estar em Portugal (desde Junho de 1999) com base na assinatura de um documento de renúncia e que está também em Portugal com o estatuto de exilado político", afirmou.
"Existem normas internacionais que não permitem que os exilados políticos provoquem desacatos ou actos de desestabilização no país de origem", afirmou o chefe do executivo de Bissau que, na passada quarta-feira, afirmou numa entrevista à Agência Lusa que o seu governo não poderá garantir a segurança de "Nino" Vieira. à saída do encontro, o embaixador português escusou- se a comentar o assunto, alegando que as conversas com as autoridades guineenses são de carácter reservado. "Portugal está preocupado, da mesma forma que todos os países amigos da Guiné-Bissau estão preocupados. A Guiné- Bissau está neste momento a ser objecto de análise no Conselho de Segurança das Nações Unidas", sublinhou o diplomata português.
"Sei também que os acontecimentos que recentemente têm tido lugar são objecto de preocupação. Estes acontecimentos invulgares são afirmações que saem do quadro da estrita legalidade do Estado que têm de ser cumpridas em qualquer Estado", acrescentou. Questionado pela Lusa sobre se se referia às ameaças feitas quarta-feira por Kumba Ialá de reassumir o poder se o tribunal o impedisse de concorrer às presidenciais, por ter renunciado ao cargo no seguimento do golpe de Estado de 14 de Setembro de 2003, Pais Moreira indicou que as "ameaças de Kumba Ialá" não são "seguramente" o único caso de preocupação de Lisboa. À luz da Constituição da Guiné-Bissau, o presidente que tenha renunciado ao poder não poderá concorrer durante os cinco anos seguintes a qualquer cargo elegível.

“Declaração de Kumba é um atentado à segurança do Estado”, diz Carlos Gomes

O primeiro-ministro guineense afirmou hoje que as declarações feitas quarta-feira pelo ex-presidente Kumba Ialá, que ameaçou reassumir o poder caso os tribunais o impeçam de concorrer às eleições presidenciais, constituem "um atentado à segurança do Estado. É um atentado à segurança do Estado e à segurança da nossa população e que vamos seguir com toda a atenção. Não queremos ir pela via da força. Queremos a via do diálogo. Desaconselhamos é qualquer tipo de manifestação, qualquer tipo de desacatos que ponham em causa a ordem pública", afirmou o primeiro-ministro.
Carlos Gomes Júnior falava aos jornalistas depois de se ter reunido sucessivamente com representantes do Gabinete das Nações Unidas na Guiné-Bissau (UNOGBIS), da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e com o embaixador de Portugal em Bissau, José Manuel Pais Moreira. Visivelmente irritado, Carlos Gomes Júnior nada disse sobre se o antigo presidente guineense, deposto no golpe de Estado de Setembro de 2003, irá ser detido ou alvo de qualquer acção judicial, limitando-se a adiantar que a Guiné-Bissau é um Estado de Direito e que, com ele, "não se brinca".
"Não estamos aqui para brincadeiras. O Estado é o Estado. Este é um governo legitimamente eleito, tem o poder do Estado e responderá com o Estado" às declarações de Kumba Ialá, referiu, questionando: "Quem vier fazer ameaças, nos termos em que foram feitas (por Kumba Ialá) para tomar o poder, terá de se justificar. Ele (Kumba Ialá) vai ocupar o poder porquê? Com que base?". "As declarações são preocupantes. Enquanto Estado, não vamos permitir desacatos seja de quem for, nem perturbações na ordem pública. Se alguém o fizer, agiremos com força", frisou Carlos Gomes Júnior, sem, contudo, especificar que medidas tomará o executivo.
"Se há falta de autoridade do Estado, nós, na hora própria, daremos conta de que, de facto, o Estado existe", afirmou o primeiro- ministro, mais uma vez sem adiantar pormenores e não comentando perguntas dos jornalistas sobre se as declarações de Kumba Ialá não constituem já, em si, razão suficiente para uma acção judicial. Declarando-se "apreensivo" com a situação, Carlos Gomes Júnior disse que convocou para hoje de manhã sucessivos encontros com representantes da comunidade internacional, para lhes manifestar a preocupação do executivo em relação ao actual momento político.
"O Estado está a fazer um esforço muito grande e a comunidade internacional está empenhada em ajudar a Guiné-Bissau a ultrapassar todas as dificuldades para que o país regresse à normalidade institucional com as eleições de 19 de Junho. Fizemos um apelo à comunidade internacional para tentar reunir com as pessoas para as chamar ao bom senso", explicou. Imediatamente após as declarações aos jornalistas, o governo reuniu-se de emergência em Conselho de Ministros para analisar o momento político, quer com as ameaças feitas por Kumba Ialá quer em relação à possibilidade de regresso de outro ex-presidente guineense ao país, João Bernardo "Nino" Vieira.
FONTE: José Sousa Dias/Agência Lusa/Bissau

Março 30, 2005

Numa urna de voto perto de si

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E não se esqueça de informar o eleitor mais próximo de si

Informe o eleitor mais próximo de si

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Informe o eleitor mais próximo de si

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Pedir não ofende

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FOTO:©AAS/2004


Lembre-se que a criatura mais fraca, ao concentrar as suas forças num único ser ou objecto, pode realizar alguma coisa, ao passo que a mais forte, ao dispersar a sua força, pode não conseguir realizar nada. Vai uma aposta?

Março 29, 2005

«19 de Junho é para valer», diz Presidente Henrique Rosa

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FOTO:©AAS/2005

O presidente guineense rejeitou hoje, 29, a ideia defendida pelo Partido da Renovação Social (PRS, líder da oposição) de ser publicado um novo decreto presidencial que marque a data de eleições para a presidência. "Para mim, a data de 19 de Junho é mesmo para valer. Está marcada, marcada ficará", disse Henrique Rosa, em resposta a uma pergunta da Agência Lusa sobre a reacção do chefe de Estado à exigência do PRS. Henrique Rosa falava à imprensa momentos antes de embarcar para Niamey, capital do Níger, onde vai participar quarta-feira na cimeira anual ordinária de chefes de Estados e de governo da União Económica e Monetária Oeste-Africana (UEMOA).
O presidente guineense afirmou que respeita a opinião do PRS, porque, esclareceu, "o país vive em democracia", mas sublinhou que não partilha a posição defendida por este partido, que quer ver o chefe de Estado a marcar novamente a data das presidenciais. O PRS tem defendido que o decreto publicado a 20 deste mês por Henrique Rosa, que fixa a data da ida às urnas para 19 de Junho próximo, é "ilegal" e "inconstitucional".
O partido fundado por Kumba Ialá tem defendido que a Adenda à Carta de Transição Política (CTP, mini-Constituição da República), na qual Henrique Rosa se baseou para marcar a data "é também ela ilegal", por ter sido rubricada fora do órgão competente, neste caso o Parlamento. Para o PRS, a Adenda foi assinada por elementos sem competência legislativa e, por isso, todos os actos baseados neste documento devem ser considerados ilegais.
No entanto, o PRS aceita o princípio da realização de eleições presidenciais na data prevista pelo decreto de 20 de Março último, exigindo apenas que seja "conformado" com o articulado da Constituição e das demais leis ordinárias, mas "nunca" à luz da Adenda à CTP. No decreto que marcou a data do dia do escrutínio, Henrique Rosa fundamentou-se no facto de a projecção inicialmente feita para que o pleito se realizasse no dia 08 de Maio se revelar "tecnicamente impossível".
"O PRS pode colocar as suas reservas, mas acho que está feito e assim se manterá. Tive todo o cuidado durante esse processo de marcação de data de eleições. Falei com os protagonistas da Carta de Transição, com os verdadeiros actores da transição em que nos encontramos", assegurou Henrique Rosa. O presidente guineense afirmou ainda que deseja, "enquanto guineense", que o país tenha um chefe de Estado sufragado pela vontade popular, tal como aconteceu com o actual governo, de forma a devolver a normalidade constitucional a todos os órgãos de soberania.
"Precisamos realmente de um presidente que possa falar na arena internacional com toda a legitimidade democrática", precisou. Sublinhou ainda que os interesses nacionais, o patriotismo e o civismo devem ser postos à frente de todos os sentimentos que animam a classe política guineense, sobretudo no próximo processo eleitoral.
José Sousa Dias/Lusa/Bissau

«Não garantimos segurança ao 'Nino' Vieira» - Cadogo Júnior

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FOTO:©AAS/2005
O primeiro-ministro guineense afirmou hoje que o seu governo não garante a segurança pessoal do ex- presidente "Nino" Vieira e o partido que lidera, o PAIGC, apoia o candidato Malam Bacai Sanhá às eleições presidenciais de 19 de Junho. Numa entrevista à Agência Lusa, Carlos Gomes Júnior foi claro nas críticas ao antigo presidente da Guiné-Bissau, deposto na sequência do conflito militar de 1998/99, adiantando que João Bernardo "Nino" Vieira tem de responder pelo que fez.
"Enquanto primeiro-ministro, o que lhe posso dizer é que o governo da Guiné-Bissau não garante a segurança do senhor Nino Vieira", respondeu, quando questionado pela Lusa sobre o anúncio feito na semana passada de que o ex-chefe de Estado guineense ia regressar ao país, em Abril, para concorrer às presidenciais. "Se o senhor Nino Vieira saiu da Guiné-Bissau numa fase conturbada, na guerra de 07 de Junho (de 1998 a 07 de Maio de 1999), ele é que a provocou, ele é que trouxe tropas estrangeiras para invadir a Guiné-Bissau, o que custou a vida a centenas de guineenses", afirmou Carlos Gomes Júnior.
Segundo o chefe do governo guineense, que é também presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), de que "Nino" Vieira também foi presidente (1980/98), desconhece-se também "como está a decorrer" o processo no foro judicial. "Tem de responder por aquilo que fez, pelas perdas que causou à Guiné-Bissau. O senhor Nino Vieira está em Portugal como um exilado político (desde Junho de 1999) e não como um turista", notou.
Confrontado pela Lusa sobre as alegações de que não existe qualquer processo judicial na Guiné-Bissau contra "Nino" Vieira, o primeiro-ministro guineense manifestou-se "incrédulo".
"Não sei como é que não há qualquer processo contra «Nino» Vieira. Desde o tempo em que Amine Saad era Procurador-Geral da República (PGR), pelas declarações públicas que fez ainda em 1998, que há informações de que há um processo contra o senhor «Nino» Vieira", respondeu.
"Não sabemos se (o processo) está escondido ou onde ele está.
Mas o poder judicial terá, certamente, a última palavra a dizer", acrescentou, insistindo que o PAIGC "não apoiará" "Nino" Vieira se o ex-presidente se apresentar às eleições de Junho.
"O PAIGC já tem um candidato, escolhido na última reunião da Comité Central, que é o camarada Malam Bacai Sanhá. Esse é o candidato e todas as bases do partido estão a ser instruídas para que congreguem todos os esforços eleitorais em torno dele", frisou. Carlos Gomes Júnior sublinhou que vai pedir às autoridades portuguesas, União Africana (UA), Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e a "todas as partes envolvidas" na Guiné-Bissau para que ajudem o país a lutar pela estabilidade política e social.
Recusando incluir "Nino" Vieira no processo de reconciliação nacional em curso no país, Carlos Gomes Júnior lembrou que essa iniciativa "não iliba os autores de crimes de sangue das suas responsabilidades judiciais". "Todos nós estamos interessados na reconciliação nacional. Nós queremos uma reconciliação efectiva, mas numa base justa e no âmbito da lei. Não vamos fazer uma reconciliação e promover ao mesmo tempo a impunidade", defendeu. Nesse sentido, Carlos Gomes Júnior deixou um "recado" aos deputados guineenses, sublinhando que o parlamento é o "garante" do mandato que o povo confere aos parlamentares e que, por isso, "não podem pactuar com a impunidade".
"Nós não queremos acreditar que os nossos deputados possam aprovar leis que possam vir a substituir o código penal e o poder judicial. Há uma excelente relação entre o executivo e o parlamento e, nessa base, vamos tentando a busca da paz, da verdadeira reconciliação, mas sempre no respeito pela lei e pelo direito dos cidadãos", concluiu.
José Sousa Dias/Lusa/Bissau

Poder Judicial decidirá sobre Kumba

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O primeiro-ministro guineense escusou-se hoje, 29, a comentar o apoio do PRS, o maior partido da oposição, a Kumba Ialá para as eleições presidenciais de Junho, sublinhando que cabe ao poder judicial julgar se o ex-presidente tem condições efectivas para tal. Numa entrevista à Agência Lusa, Carlos Gomes Júnior, igualmente líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), frisou que, além de não querer imiscuir-se nos assuntos internos do Partido da Renovação Social (PRS), não pretende também interferir no poder judicial.
"Não nos vamos imiscuir nos assuntos internos do PRS, que é o maior partido da oposição. Os seus dirigentes têm responsabilidades na tomada das suas decisões", afirmou Carlos Gomes Júnior, depois de questionado sobre a eleição, realizada sábado, de Kumba Ialá como candidato dos "renovadores" às presidenciais de 19 de Junho. Kumba Ialá foi presidente da Guiné-Bissau entre Março de 2000 e 14 de Setembro de 2003, dia em que um golpe de Estado o afastou do poder e o levou, dois dias mais tarde, a assinar uma declaração de renúncia ao cargo que o impede de exercer qualquer actividade político- partidária nos cinco anos subsequentes, isto é, até 2008.
O ex-presidente alega que assinou a renúncia sob coacção dos militares, os quais, acusa, lhe apontaram "uma arma às costas". Com base nessa alegação, os advogados de Kumba Ialá apresentaram no Tribunal Regional de Bissau (PRS) um pedido de impugnação, cuja sentença deverá ser anunciada em breve, disse à Lusa fonte judicial. "A última palavra cabe ao poder judicial, a quem cabe decidir se os candidatos têm condições efectivas para concorrerem às presidenciais", afirmou Carlos Gomes Júnior.
Questionado sobre as críticas do PRS à forma "clandestina" como o "governo e o PAIGC" estão a realizar o recenseamento eleitoral das presidenciais, iniciado a 19 deste mês, o primeiro-ministro e líder do partido governamental manifestou-se "disponível" para dialogar, mas só depois de "alguém apresentar provas. Não podemos arranjar perturbações que ponham em causa a imagem externa do país. Se acham que têm provas, que as apresentem. Evitemos é estas constantes perturbações. Todos têm de assumir as suas responsabilidades", argumentou.
Carlos Gomes Júnior salientou que, desde que chegou ao poder, em Maio de 2004, tem apelado ao PRS e aos demais partidos para que façam uma oposição "construtiva e responsável" e contribuam para que este período de transição termine "com a maior normalidade". "Não somos só nós, os guineenses, com responsabilidades na transição. A comunidade internacional investiu fortemente para ajudar a Guiné-Bissau para que este período decorra da melhor maneira. Pensamos que temos de, pelo menos, respeitar o esforço financeiro e técnico que tem sido feito para ajudar o país", acrescentou.
FONTE: Agência Lusa/Bissau/José Sousa Dias

Março 28, 2005

Assim não, RTP-África!

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PRÉ-CANDIDATURA DE ANTÓNIO JOSÉ ALY RODRIGUES DA SILVA

COMUNICADO
Cópia do E-mail enviado à RTP-África (africa@rtp.pt)
A RTP-África está a prestar um mau serviço às eleições presidenciais de 19 de Junho na Guiné-Bissau, aos cidadãos guineenses e à própria Guiné-Bissau. No seu Repórter RTP de hoje, 28 de Março, falou das eleições presidencias e citou - de entre os possíveis candidatos - apenas 'Nino' Vieira.
Ora, o próprio jornalista autor da reportagem, Ássimo Baldé, sabe que António José Aly Rodrigues da Silva também se candidatará às eleições. De resto, é o único com um sítio próprio de pré-candidatura, a funcionar desde o dia 6 do corrente.
Esta pré-candidatura já foi citada em inúmeros meios de comunicação (quer portugueses, quer de outros países) e não se entende como é que a RTP-África pode subestimar um pré-candidato em detrimento de outro em igualdade de circunstâncias.
Para o bem da verdade e, sobretudo, da imparcialidade, desafia-se aqui a televisão estatal portuguesa a mudar o seu rumo de informação, no sentido de proporcionar a todos os cidadãos guineenses espalhados pelos quatro cantos do mundo, a verdadeira informação.
Pela Guiné-Bissau,
António José Aly Rodrigues da Silva

Desta vez, talvez vote no primo Fadul...

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Radar

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Segundo o nosso radar e de acordo com FBI (Fontes Bem Informadas), Adelino Mano Queta, antigo embaixador da Guiné-Bissau em Portugal, será candidato às eleições presidenciais de 19 de Junho.

Malam Bacai na íntegra

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Estamos a Image hosted by Photobucket.com para a verdade na Guiné-Bissau!
...Pedimos desculpas pelo incómodo causado...

Quem mente, mente sempe

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Um despacho de se lhe tirar o chapéu!
Quem não fez, nunca fará!